Observação em Abrantes
Data: 11 de Maio de 2004
Local: Figueira da Foz
Hora: 23h15 e 23h33
Testemunha: André Jesus
ADVERTÊNCIA
Este relatório é preliminar pelo que as investigações estão no seu início. Algumas das informações aqui relatadas serão sujeitas a uma investigação mais detalhada podendo vir a ser alteradas.
Introdução:
A SPO teve o conhecimento do caso quando Carlos Teixeira foi contactado pela testemunha na internet. Após uma breve troca de palavras, a testemunha relatou o caso e enviou os dois vídeos do fenómeno que tinha observado apenas alguns minutos depois da observação.
Os Factos:
Eram
sensivelmente 23h15 quando André Jesus, que se encontrava a trabalhar no
computador, notou através da janela num estranho brilho. Após dirigir-se
para a mesma pôde observar uma espécie de luz oval, que oscilava entre o
vermelho e o rosa, a sobrevoar uns prédios em frente ao seu apartamento. A
testemunha que mora num 5º andar, teve a frieza de espírito para ir buscar a
sua máquina e começar a filmar o evento que apenas durou alguns segundos,
mas os suficientes para ter ficado registado. A luz apareceu a Este e
continuou em linha recta, até perder a sua luminosidade por completo.
Contudo o incidente não tinha terminado. Sensivelmente dezassete minutos depois, enquanto a testemunha mostrava o seu vídeo a outras pessoas, foi surpreendido pelo mesmo tipo de luz a sobrevoar os prédios no mesmo local. Felizmente conseguiu filmar esta segunda observação que durou cerca de trinta segundos, tendo a luz tido exactamente o mesmo tipo de comportamento. Andou em linha recta até perder a sua luminosidade.
Durante ambas as observações, a testemunha não ouviu nenhum ruído proveniente da luz, sendo apenas audível nos vídeos o barulho dos carros que circulavam na altura.
André Jesus decidiu ficar atento à janela não fosse a luz aparecer uma terceira vez, contudo a luz não retornou.
Um segunda
testemunha?
Graças aos esforços de Filipe Gomes, a SPO está a investigar a possibilidade de a luz ter sido observada por outro munícipe da Figueira da Foz. A investigação já está em curso.
A Análise dos
Vídeos
Os dois vídeos foram analisados por João Pedro Neto e por Paulo Sampaio, que não encontraram qualquer indício de fraude ou de manipulação. Na sua opinião a filmagem retrata o que foi visto, uma luz forte. Após a ampliação da luz, descobriram que a mesma não era uniforme mas que oscilava no decurso da sua evolução, todavia o seu efeito é ampliado pelo movimento da câmera de vídeo. Resumindo: Uma luz foi filmada, restando apenas saber o que essa luz efectivamente é.
Considerações
Finais
Após o visionamento dos vídeos e conjugado com o relato da testemunha, estão de fora aviões convencionais e helicópteros. Não só as características da luz como também a ausência de qualquer tipo de som, parecem afastar esta ideia.
Outra possibilidade é a da luz ser um qualquer tipo de foguete ou um “very light”, no entanto durante a observação não decorriam qualquer tipo de festas da cidade, nem nenhum jogo de futebol. A evolução horizontal da luz em linha recta parece militar também contra estas possibilidades, contudo a diminuição de luminosidade é consistente com um foguete ou um “very-light”, assim como o facto de a luz ser vista a sobrevoar o mesmo local duas vezes e a executar exactamente o mesmo tipo comportamento.
Uma resposta concreta não é possível neste momento, pelo que uma deslocação à Figueira está já planeada, assim como novas entrevistas às testemunhas.

Visualização do local de dia, com a inserção da luz

Fotografias de very-lights na guerra do Vietname. É notória a diferença.
Data: 02 para 03 de
Julho de 2004
Local: Esteveiras, Freguesia de Barrada, Concelho de Abrantes
Hora: Incerta,
provavelmente por volta da meia-noite
Testemunhas:
Miguel Vasco, 31 anos, natural de Lisboa
Flávio Areias, 20 anos, natural de
Abrantes
Elementos dos Bombeiros Voluntários de
Mação
Agentes da GNR
Introdução:
Através dos esforços do investigador Filipe Gomes, a SPO
teve conhecimento de um relato ocorrido no Verão de 2004, em Abrantes.
Aproveitando uma deslocação da SPO a Castelo Novo para a “II Expedição à
Serra da Gardunha”, encontrámo-nos com as testemunhas, no local da
observação, onde recolhemos os seguintes dados.
Os Factos:
De
acordo com os relatórios dos Bombeiros Municipais de Abrantes, a observação
deu-se na noite de 2 para 3 de Julho de 2004 na zona de Esteveiras,
freguesia de Barrada, Concelho de Abrantes, Distrito de Santarém. As duas
testemunhas, pertencentes ao citado corpo de bombeiros,
estavam dentro do autotanque, no
rescaldo de um incêndio na região, à espera da desmobilização quando
decidiram sair da viatura para cumprimentar colegas seus dos Bombeiros
Voluntários de Mação que tinham entretanto chegado.
Ao sair do carro, Miguel Vasco olhou casualmente para o
céu e reparou que no sentido Sul-Sudoeste se desloca uma luz em linha recta,
de cor alaranjada que alternava suavemente na sua totalidade entre o laranja
escuro e o claro, de aparência semelhante a Vénus, mas maior e extremamente
mais brilhante. A luz parou durante alguns momentos por cima das
testemunhas. Miguel estima que tenham sido cerca de 3 segundos, tendo
posteriormente desaparecido verticalmente a grande velocidade. Durante toda
a observação não foi constatado nenhum tipo de ruído ou som e uma vez que a
viatura de bombeiros estava desligada, não foi possível constatar eventuais
situações anómalas, como perturbações nas luzes da viatura, no rádio ou no
motor.
Entrevistado separadamente, Flávio Areias confirmou no
geral a descrição dada pelo seu colega. Recorda-se que no dia em questão, ao
sair do autotanque, foi alertado por Miguel Vasco para uma luz que este
estaria a observar no céu. Foi então que Flávio testemunhou igualmente uma
luz intensa de cor alaranjada, com tons vermelho
e branco que, após se manter imóvel, desapareceu verticalmente até que
desapareceu.
Outras
testemunhas
Ambas as testemunhas recordam que o evento foi observado
por elementos da corporação dos Bombeiros Voluntários de Mação e por
elementos da GNR. Infelizmente não se recordam dos nomes dessas testemunhas.
ASPO, neste momento, está a desenvolver esforços no
sentido de localizar as restantes testemunhas.
Discrepâncias
Não obstante no geral os dados serem coincidentes, foram
constatadas algumas discrepâncias entre os dois relatos. Enquanto para
Miguel Vasco a observação durou no total cerca de 45 segundos e o objecto
encontrou-se imóvel por cima das suas cabeças durante cerca de 3 segundos,
para Flávio Areias a observação total durou cerca de 10 minutos e o objecto
manteve-se parado cerca de 5 minutos. Quanto à descrição do objecto, para
Miguel Vasco este era de cor alaranjada, alternando entre o escuro e o
claro, enquanto que para Flávio Areias este era de cor laranja, com tons de
vermelho e branco.
Todavia baseados nas conversas individuais com as
testemunhas, cremos que ambas estão a relatar o mesmo acontecimento e estão
a ser absolutamente genuínas. As variações de tempo entre os relatos são
perfeitamente normais. De facto a experiência demonstra que é na percepção
de tempo entre pessoas diferentes que as discrepâncias são maiores, o que
aliado ao facto de ter decorrido mais de um ano desde a ocorrência,
justifica plenamente as diferenças relatadas. Por seu turno, as diferenças
na descrição da cor são também totalmente aceitáveis, na medida em que a
percepção da cor também não é uniforme e no geral o que para um pode ser
laranja escuro, para outro pode ser um “tom de vermelho”. Não vemos portanto
qualquer indício de fraude ou má fé nas descrições das testemunhas.
Considerações
Finais
Desvalorizadas
as discrepâncias nos relatos, que neste caso são normais, estamos convictos
de que os intervenientes testemunharam algo que não pode ser rapidamente
identificado. As explicações mais prováveis como aviões, Vénus, satélites ou
“Iridum Flares”, não parecem explicar o caso na medida em que não se podem
deslocar e depois parar sobre determinado local. Inconsistente com aviões ou
satélites e Iridium Flares encontramos não só o tamanho como também as cores
relatadas. Apesar de Vénus poder a determinada altura se apresentar
avermelhado, de acordo com pesquisa efectuada[1]
ele só ficou visível às 04h30 do dia 3 a Este-Nordeste, o que exclui esta
hipótese. Júpiter era também visível encontrando-se a descer junto ao
horizonte a Oeste com uma magnitude de -1.8, o que também afasta a
possibilidade de ter havido alguma confusão com este astro. Astronomicamente
falando apenas se prefigura uma possível explicação, a de ter havido uma
confusão com a estrela Antares na constelação de Escorpião, que se encontra
a Sul, detentora de uma magnitude de 1.08 e que apresenta cor avermelhada;
contudo esta hipótese parece extremamente improvável, na medida em que muito
dificilmente duas testemunhas confundiriam esta estrela com o objecto. Por
outro lado, aquela nunca poderia efectuar o comportamento atribuído a este.
Não foi registado igualmente nenhuma actividade sísmica
que pudesse provocar os fenómenos luminosos associados a este fenómeno
natural.
Testemunho em Vídeo
(clique no vídeo para aumentar)
Testemunha: Miguel Vasco
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