 |
Na vertigem de uma esplendorosa sucessão de eventos, o Tempo e o Espaço estruturaram-se e a dinâmica eterna da matéria - sustentáculo de algo mais, ou mera matriz do Todo – iniciou-se. Átomos, nuvens cósmicas, galáxias, quasares, sistemas, toda a arquitectura dos astros ergueu-se e habitou essa matriz.
Cerca de 10 mil milhões de anos depois, um pequeno planeta de um sistema de uma só estrela, num braço de uma galáxia em espiral, metamorfoseava-se em palco, onde cerca de 6 mil milhões de anos mais tarde, pedaços de Universo iriam complexificar-se, e encetar o milagre de se replicar. A Vida, consequência de uma expansão espacial ou secreta interacção das moléculas, desabrochava no seio fértil desse planeta.
O Universo podia então, pensar-se, raciocinar sobre si mesmo. Foi no berço orgânico de um continente de contrastes, que a expressão contínua desse raciocínio lançou as raízes de um futuro prodigioso. Numa dinâmica contínua de vida a reagir ao que a circunda, na dança “eterna” das espécies, os hominídeos surgiriam, há cerca de 2,5 milhões de anos.
Desde a aurora dos seus primórdios, o Homem nunca deixou de expressar a centelha única do que o move – a incessante auto-descoberta, pela descoberta da Verdade. Observando, experimentando, sonhando e arriscando, o inacabado caminho do conhecimento trouxe respostas a quem vive o trago doce da curiosidade. Mas desde esses mesmos primórdios, as civilizações ergueram-se rodeadas de mistério, cercadas por incontáveis perguntas sem resposta. Da angústia ao êxtase que habita a procura incessante da realidade, gerações de Homens uniram-se nessa aventura. Dessa ousadia se moldou o avanço das civilizações, a evolução das ideias e dos ideais e o sagrado elo do Homem e do que o transcende, a religião e a Fé.
Se por um lado é impossível resumir esse oceano de angústias e mistérios que ainda rodeiam o dia-a-dia das civilizações actuais, por outro não é difícil encontrar, nas inúmeras expressões de Arte humanas, evidências de uma vivência e contacto com esses mistérios. Criaturas, potenciais engenhos, luzes intrigantes, povoam desenhos que remontam à pré-história humana, figuram nos céus renascentistas eternizados em quadros a óleo, e cruzam-se com a memória física da vida e da morte, em relatos de milhares de testemunhas - homens e mulheres, crianças e adultos, de todos os continentes, de todos os credos e religiões. E em cada sinal ou palavra proferida, consonante a tantas outras, o laço diáfano da coerência, unindo as peças de um “puzzle”, revela os legítimos contornos de uma Verdade oculta.
Algumas dessas evidências adquiriram, no século XX uma categoria que as procura englobar, e no seu exemplo mais típico – o de luzes não identificadas num firmamento estudado e conhecido – originaram o termo “Objecto Voador Não Identificado” – OVNI.
Portugal não é excepção e quer nas lendas como nos relatos de avistamentos, milhares de evidências de luzes e objectos não identificados foram-se acumulando ao longo de séculos de História. De uma partilhada vontade de descobrir a Verdade, uniram-se portugueses nessa procura. É neste contexto puro de busca pelo conhecimento, que nasceu a Sociedade Portuguesa de Ovnilogia. Um grupo coeso de personalidades de diversas áreas que procura investigar a fenomenologia OVNI, de forma aberta mas objectiva, multidisciplinar e dinâmica.
Os objectivos da Sociedade Portuguesa de Ovnilogia são:
- Recolher evidências do fenómeno OVNI em território português;
- Aplicar o método científico, colocar e testar hipóteses que ajudem a revelar a natureza destes fenómenos;
- Promover uma abordagem séria, objectiva e factual da fenomenologia OVNI;
- Divulgar o resultado das suas investigações;
- Promover o diálogo intra e internacional relacionado com a temática;
Não é intenção da SPO provar que determinada hipótese, actualmente conhecida e/ou vulgarmente avançada como possível explicação para os fenómenos OVNI, seja com algum grau de probabilidade significativa, potencialmente verdadeira ou falsa. Qualquer hipótese é válida à partida.
"Try to learn something about everything and everything about something"
Thomas Huxley's memorial
|